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É hoje!

26 maio

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Divulgando a Marcha em Floripa

26 abr

Marcha das Vadias - 26 de março em Floripa

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“VIOLAÇÃO

(…)

b) Século XX

Para a mulher, a definição de violação é simples: todo ato sexual praticado em seu corpo, contra sua vontade. Isso independentemente de sua idade, estado civil, hábitos sexuais privados etc.

Para o homem é completamente diferente. Ele não define a violação. Nega-a conforme sua própria concepção das circunstâncias que envolvem o ato sexual praticado por ele. Uma “auto stop” que transporta em seu carro é suposta culpada e não vítima da violação sofrida.

Se uma jovem usa saias muito curtas, é que consciente, ou inconscientemente, queria atrair um homem, portanto é culpada.

‘Fantasmas’ de violação são atribuídos às mulheres, o que justifica que os homens tornem esses ‘fantasmas’ reais. Mas os ‘fantasmas’ de castração não justificam esse ato posto em prática pelas mulheres contra os homens. Que eu saiba, pelo menos.

Os juízes exprimem ainda freqüentemente uma ideologia tradicional masculina, quando chega até aos tribunais um caso de violação. É suficiente ler os inúmeros testemunhos reunidos num livro recentemente publicado na França. As atitudes judiciais e policiais com relação às ‘queixosas’ são de tal ordem que numa pesquisa empírica, feita em 1976, a polícia reconhece que somente uma mulher em dez ousa apresentar queixa.

A verdade é que não se pode saber, pois justamente as que escolheram … (escolheram?) calar, representam o desconhecido. Muitas guardam a vergonha em segredo, numa lembrança que as perseguirá sempre, quanto mais tentarem esquecer. Com mais razão se calam se o violador for membro da família. Menie Grégoire [radialista francesa, também contribuía escrevendo para revistas femininas], assombrada com o número de incestos em todas as classes sociais, a se julgar pelas milhares de mulheres que o confessaram em suas emissões radiofônicas, insiste sobre um fato revelador:

‘O ato sempre se passa na proximidade do resto da família (…). Forçada a manter durante dois anos uma ligação com seu pai, uma mocinha de quatorze anos retratou-se na ocasião do processo, sob a pressão de sua mãe, dos advogados, e dos magistrados: ‘Você quer então mandar seu pai para a cadeia, destruir sua família e ir parar na Assistência Pública?’.’

Num estudo aprofundado, Susan Brownmiller mostra como o estupro das mulheres do inimigo é uma tática de guerra e das revoluções, até mesmo no século XX. Demonstra a autora, com dados precisos, o estupro recomendado aos exércitos alemães contra a população belga e francesa durante as últimas guerras.

O estupro não servia somente para afirmar a vitória do inimigo, como também, numa propaganda bem orquestrada, intimidar uma possível resistência.”

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PRADO, Danda. Ser esposa: a mais antiga profissão. São Paulo: Brasiliense, 1979. Pg. 67-68.

Por ela citadas nesse trecho:

BROWNMILLER, Susan. Against our will. London: Secker & Warburg, 1975.

FARGIER, Marie-Odile. Le viol. Paris: Grasset, 1976.

GRÉGOIRE, Menie. Les cris de la vie. In: FARGIER, Marie-Odile. Le viol. Paris: Grasset, 1976.

Canhota indica

28 out

Olá!

 

Acho que deveria ter intitulado o post de “soraia indica”, mas estou entendendo que as meninas concordam comigo. Se não, sempre podemos editar os posts..

 

Nem tudo que é postado é muito bom, mas tenho tido acesso a alguns textos bem interessantes, principalmente sobre direitos reprodutivos,  através do Facebook das Católicas pelo Direito de Decidir. A organização tem um site, mas como muita gente tem Facebook e acessa diariamente, acho que fica mais fácil acompanhar por ali.

 

Nas informações no Facebook, além de endereço e contato, tem a seguinte descrição:

Católicas pelo Direito de Decidir, fundada no Brasil em 8 de março de 1993, é uma organização não governamental feminista. Busca a justiça social, o diálogo inter-religioso e a mudança dos padrões culturais e religiosos que cerceiam a autonomia e a liberdade das mulheres, especialmente no exercício da sexualidade e da reprodução.

Missão – Promover a mudança de padrões culturais e religiosos, afirmando os direitos sexuais e reprodutivos como Direitos Humanos, para garantir a autonomia e a liberdade das mulheres e a construção de relações igualitárias entre as pessoas.

Visão – Ser referência, para toda a sociedade brasileira, de uma corrente de pensamento ético-teológico feminista pelo direito de decidir.

Objetivos

• Sensibilizar e envolver a sociedade civil, principalmente os grupos que trabalham com serviços de saúde sexual e reprodutiva, educação, direitos humanos, meios de comunicação e legisladores sobre a necessidade de mudanças dos padrões culturais vigentes em nossa sociedade.

• Ampliar a reflexão ético/religiosa em um perspectiva ecumênica. Desenvolver diálogos públicos, tanto na sociedade como nas Igrejas, a respeito dos temas relacionados com a sexualidade, a reprodução humana e a religião.

• Influenciar na sociedade para que reconheça o direito que tem as mulheres a uma maternidade livre e voluntária, com o objetivo de diminuir a incidência do aborto e a mortalidade materna.

• Aprofundar o debate em relação à interrupção voluntária da gravidez, ampliando a discussão em seus aspectos éticos, médicos e legais e lutar pela descriminalização e legalização do aborto.

• Exigir do Estado o cumprimento dos compromissos assumidos nas Conferências Mundiais organizadas pelas Nações Unidas no Cairo (1994) e em Beijing (1995).

• A implementação de programas de educação sexual, nas perspectiva dos direitos sexuais e reprodutivos.

• A implementação de leis, políticas públicas e serviços de saúde, acessíveis a todas as mulheres, especialmente às mulheres pobres, para o efetivo gozo de sua saúde sexual e reprodutiva.

 

Se interessar, fica a dica 🙂

 

 

Em que circunstâncias você consideraria importante dizer que é uma feminista?

11 set

Estou ouvindo a nossa digníssima presidenta fazendo afirmações essencialistas sobre as diferenças entre homens e mulheres, sobre como os homens são mais práticos e as mulheres mais detalhistas (?), ao mesmo tempo em que leio uma entrevista bem mais interessante, publicada em 2010. Nela, Patrícia Porchat pergunta a Judith Butler em que circunstâncias ela consideraria importante dizer que é uma feminista. Ela responde:

JB: Bem, eu certamente não acho que estamos vendo o fim da discriminação econômica contra a mulher, não acho que vimos o fim da desigualdade ou da hierarquia de gênero. Não acho que vimos o fim da violência contra a mulher, não acho que vimos o fim de certas concepções profundamente arraigadas sobre quais são as f raquezas das mulheres ou sobre a capacidade das mulheres na esfera pública, ou sobre uma série de outras coisas. Portanto, essas lutas ainda estão muito vivas. Suponho que, para algumas pessoas muito estabelecidas e economicamente seguras, o feminismo já não é tão forte, já não é mais um atrativo, porque elas podem muito bem ser mulheres que hoje ocupam postos de poder e privilégio, ou de segurança econômica, mas isso, com certeza, não é verdade globalmente. Se a gente olha para diferentes níveis de pobreza, diferentes níveis de escolaridade, vê que o sofrimento das mulheres é incomensurável. Então, sim, eu sou uma feminista. Podemos discutir sobre formulações do movimento feminista ou sobre o status de identidade no interior do movimento, e, nesse caso, eu teria discussões com todo tipo de pessoas, mas esse é um debate no interior do movimento, ou pelo menos sobre a direção que o movimento deve adotar.

O tema da entrevista é psicanálise e feminismo. Se interessar, vocês podem ler a entrevista completa publicada na Revista Estudos Feministas aqui.

Intervenção em propagandas machistas

11 ago

Por: FloraLorena

Começamos uma campanha para intervenção em propagandas machistas.

Tudo começou num bar, quando uma companheira feminista e eu nos deparamos com uma propaganda de tequila inegavelmente machista. Uma mulher nua e de quatro servia como mesa para um copo de tequila, limão e sal. A discussão sobre o caráter machista, ou não, da propaganda virou o assunto da mesa. Um de nossos companheiros, não sei se por pura provocação ou por crença mesmo, afirmou que tal propaganda não era machista, o rapaz só foi convencido que  aquela propaganda diminuía as mulheres quando outro companheiro pediu para ele se imaginar na situação da mulher da propaganda. Depois disso o caráter machista do cartaz ficou um pouco mais claro para o nosso companheiro. Ficamos pensando no que fazer com aquela propaganda, as pessoas pareciam habituadas às propagandas machistas, tão habituadas que nem percebiam o machismo presente nelas. Na falta de saber o que fazer resolvemos escrever com uma caneta “Machismo Mata” por cima do cartaz, a caneta era uma esferográfica comum e o resultado final não ficou legal, pouco legível e meio tosco até.

No dia seguinte tivemos um café das Canhotas, relatei o que ocorreu na noite anterior. Conversa vai, conversa vem, decidimos fazer adesivos para colarmos nas propagandas machistas, a frase não havia ficado definida. “Machismo Mata” era legal, mas não tinha muita relação com a intervenção nas propagandas. Foi pensando no quanto as pessoas parecem acostumadas com as propagandas machistas, algumas sequer enxergam o machismo dos anúncios, que resolvermos escrever “Isto é Machista”.

“Isto é Machista” quer provocar uma reflexão sobre os aspectos machistas das propagandas. Para nós feministas esse machismo parece tão óbvio, mas para muitas pessoas passa desapercebido. São tantas propagandas machistas carros, bebidas alcoólicas, refrigerantes, cosméticos, produtos de higiene feminina, TVs por assinatura, sapatos, festas, etc. que as pessoas parecem acostumadas com o fato das mulheres serem tratadas como mais um produto oferecido pelos comerciais.

Para intervir é só baixar o arquivo e imprimir os adesivos –> clique aqui.

Para compartilhar suas intervenções mande uma foto para esse e-mail (floramuller@gmail.com) que publicamos no blog.

Imprima! Cole! Compartilhe!

Por uma vida sem catracas e sem machismo¹

26 maio

Por: FloraLorena

Toda vez que viajo para algum lugar procuro andar nos transportes públicos da cidade que estou visitando. Em geral acho todos os sistemas de transporte melhores que o que uso diariamente. Para quem não conhece Floripa a nossa condição é de eminente calamidade. Uma pesquisa indicou que temos a pior mobilidade urbana do país!! Além disso as lutas relacionadas ao transporte são muito vivas nos movimentos sociais da cidade. Gosto de andar no transporte público coletivo pois conhecer uma cidade por meio dele pode favorecer uma visão menos turística da cidade, além de ser mais econômico e saudável, já que ficar andando de táxi é caro demais, e alugar um carro numa cidade que você desconhece o trânsito é arriscado demais.

Em uma viagem ao Rio de Janeiro, andando no sistema de metro de lá, um fato me chamou a atenção. Nos trens do Rio existem vagões exclusivos para mulheres. Estes vagões começaram a circular em 2006, ano em que a lei estadual que os criava foi aprovada. Os vagões são sinalizados com uma faixa rosa, e são de uso exclusivo das mulheres nos horários de pico, entre 6hs e 9hs, e entre 17hs e 20hs.

A existência destes vagões exclusivos para mulheres fez com que duas lutas que acho fundamentais passassem a dialogar. A luta contra o machismo e a luta contra as catracas.

 A luta contra o machismo é mais antiga, mais difundida, mais discutida, e talvez até mais compreendida. A luta contra as catracas é a luta pelo direito à cidade. Cabe esclarecer que o Movimento Passe Livre utiliza a imagem da catraca como o simbolo daquilo que impede o acesso pleno à cidade, podemos dizer que a tarifa é uma catraca, a falta de horários é outra catraca, as linhas que não integram a cidade outra… Por isso dizemos que a luta contra a catraca é a luta para que o transporte público seja de fato público, para que ele seja para todas e todos. É a luta para que todas e todos possam ter acesso ao transporte, possam se deslocar pela cidade em que vivem, possam fazer parte desta cidade.

 

No entanto, mesmo que as catracas acabem, as mulheres só poderão de fato ter livre acesso às cidades se o machismo também acabar. De que adianta uma mulher ter a possibilidade material de ir para todos os lugares, se ainda paira no imaginário masculino que uma mulher que anda pela noite não merece ser respeitada, que “uma boa mulher não fica andando por ai sozinha”. Por isso acredito que a luta feminista é tão importante para o exercício do direito à cidade quanto a luta contra as catracas.

Retornando ao assunto dos vagões exclusivos, a criação dos mesmos faz com que algumas questões sejam levantadas. Esses vagões demonstram que há alguma preocupação com as mulheres na formulação das políticas públicas que envolvem o transporte coletivo. No entanto essa preocupação aponta que ainda é necessário separar os homens das mulheres em algumas situações. Essa necessidade de separação demostra que alguns deles não conseguem conviver de forma igual conosco, e se sentem no direito de exercer algum tipo de violência contra nós. A necessidade desses vagões nos faz pensar “a que ponto chegamos????” ou “a que ponto ainda estamos???”. O fato das mulheres precisarem ser transportadas em locais diferentes dos homens, para que possamos ter a nossa integridade física e psicologia mantida, não parece uma realidade avançada o suficiente para o século XXI.

Pelo que li em algumas reportagens, a criação desse vagão exclusivo foi necessário pois muitas mulheres sofriam assédio sexual dentro dos trens, principalmente quando estes estavam superlotados nos horários de pico. Este fato, das mulheres precisarem estar separadas fisicamente dos homens, é apenas mais um elemento para aqueles que apontam que o machismo não existe repensarem sobre suas convicções. Se de fato o machismo não existisse homens e mulheres poderiam conviver em um mesmo vagão sem existir a possibilidade de violência contra nós.

Fica claro que para que as mulheres possam ter de fato acesso às cidades é necessário que a luta contra a catraca avance, também combatendo o machismo. Acredito que a luta “Por uma vida sem catracas” deva incluir a luta “Por uma vida sem machismo”. Assim como acredito que a luta feminista deva se pautar para além dos vagões exclusivos, apesar deles serem necessários no contexto atual. Nossa luta é para que um dia esses vagões se tornem obsoletos, assim como as catracas.

¹ Cabe esclarecer que não possuímos nenhuma relação política com as ditas “Feministas Contra o Aumento”, discordamos completamente das ações e concepção de feminismo das mesmas.

As mulheres nas revoltas árabes | Iêmen

10 maio

Mulheres do Iêmen: Out of the shadows

por Nadya Khalife
tradução: Carol Cruz
originalmente publicado em

 

 

 

Milhares de mulheres levantaram-se em manifestações contra o presidente Saleh.

Apesar dos grandes riscos que correm vivendo em uma sociedade machista, milhares de mulheres levantaram-se em manifestações contra o presidente Saleh.

“Membros das Forças de segurança trajados de civis me ameaçam com uma jambiyya, não somente durante as manifestações, mas em qualquer lugar que vou”, me disse a líder do protesto e jornalista Tawakkol Karman, referindo-se ao punhal tradicional que os homens do Iêmen carregam na cintura.

No passado, qualquer menção nos noticiários sobre as mulheres do Iêmen geralmente tratavam de duas questões, nenhuma delas positiva. A primeira é de que a chance de morte durante o parto lá é muito maior do que para a maioria das mulheres no Oriente Médio. E a segunda é a de que elas se encontram entre as mulheres menos empoderadas do mundo.

A segunda proposição foi recentemente derrubada pelos levantes no Iêmen.

Desde o início dos protestos, mulheres como Karman tem saído às ruas em grande número para se manifestarem contra o presidente Ali Abdullah Saleh, que governa o Yemen há mais de 30 anos. Elas estão, ao lado de dezenas de milhares de homens iemenitas, enchendo as praças de Sana’a, Ta’izz, Aden e outras grandes cidades exigindo a renúncia.

Tamanho tem sido o poder da sua presença, que Saleh se sentiu obrigado a acusar as mulheres que se juntam aos protestos de não islâmicas, por manifestarem-se ao lado dos homens.

Os protestos deram as mulheres a chance de expressar suas próprias preocupações com as suas batalhas do dia a dia contra o governo de Saleh. Incluindo aí seu status legal subalterno, no qual permanecem como eternas menores que precisam estar sob a guarda dos homens, e a persistência de práticas prejudiciais como o casamento infantil.

As mulheres realizaram suas próprias manifestações, mas também protestam junto de seus compatriotas homens exigindo democracia. Sua coragem tem um preço: as forças de segurança e homens pró-governo à paisana têm ameaçado, insultado e atacado as mulheres manifestantes. Ao menos 109 manifestantes pacíficos foram assassinados no Iêmen desde de que a onda de protestos começou, em meados de Fevereiro. Centenas foram feridos.

É certo que os manifestantes homens são mais visados, mas no Iêmen as mulheres estão particularmente vulneráveis a aos ataques. O Iêmen é uma sociedade tradicional na qual a mulher geralmente têm uma condição social baixa e é excluída da vida pública.

Em 2010, uma reportagem feita pela Freedom House, sobre as mulheres no Oriente Médio, destacou o Iêmen como um dos três países da região que, nos último cinco anos, fracassaram em realizar avanços significativos em relação aos direitos das mulheres. As mulheres nunca tiveram mais do que três cadeiras das 301 na câmara dos deputados do parlamento, elas não tem os mesmos direitos civis que os homens e a violência doméstica continua não sendo considerada um crime. Ativistas dos direitos da mulher continuam a enfrentar violências.

Neste contexto, muitas mulheres temem as consequências de sua participação no levante contra Saleh. Uma jovem ativista em Sana’a, que não quis se identificar, me disse que ela é uma entre várias mulheres que ela conhece que não contam para suas famílias que estão indo para os protestos. Ela disse que as famílias as proíbem de se manifestarem. Em parte porque se preocupam com sua seguranças enquanto mulheres,mas também porque sabem que sua reputação e honra estão em jogo.

O temor em relação a sua segurança não é infundado. No dia 27 de abril, um homem armado, sobre uma motocicleta, atirou para o ar na frente da casa de uma ativista conhecida, Bushra al-Maqtari, em Ta’izz, uma cidade ao sul da capital. Maqtari disse que já havia recebido ameaças verbais anônimas.

Outra ativista de Ta’izz, uma advogada que também não quis se identificar, me contou sobre um incidente que testemunhou em 16 de março, quando ela foi buscar suas filhas na escola. Ela disse que viu um grupo de homens armados com pedaços de pau e pedras assediando e apedrejando várias meninas entre 16 e 17 anos. Queriam impedi-las de marcharem para a praça Thahrir (Liberdade) de Ta’izz, o principal ponto de protestos da cidade. Eles disseram que os pais das meninas não souberam criá-las e que indo para praça estariam incitando o assédio sexual. Os homens feriram 14 das meninas.

Esses ataques, junto com a discriminação sustentada pelo Estado e pela vergonha das famílias, não favorecem as mulheres iemenitas que estão se levantando. Mas por enquanto, elas continuam a lutar por seus direitos. Dois dias após o pronunciamento de Saleh acusando as ativistas de não islâmicas, milhares tomaram as ruas novamente, determinadas a mostrar que não serão caladas nem enviadas para casa.

 
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